Escrevo para me libertar, para sair dessa prisão mental. Escrevo para me sentir livre, como um pássaro azul, desengaiolado. Voar em prosas, em letras, em rimas. Voar em histórias onde eu posso começar, recomeçar, finalizar, modificar ao meu tom, ao meu gosto. Compartilhar o que se prende atrás das grades dos meus pensamentos.Sinto-me cada vez mais liberta ao escrever, e cada vez mais convicta que escrevendo eu posso me sentir por um momento a felicidade, sem que eu machuque os sentimentos alheios das pessoas, sem que eu tome atitudes mal pensadas. Escrevendo eu vivo. No meu mundo, só eu, minhas ideias, as letras e o papel, mas vivo. É claro que eu preferiria viver como uma pessoa normal, no meio da sociedade. Mas me parece uma prova difícil, um tanto que desastrosa. E em quanto eu não domino esse bicho de sete cabeças, eu ópto a escrita. Não que meu sobrenome se chame “Solidão”, mas é como eu disse, a escrita permite-me não machucar diretamente os sentimentos alheios. Pois assim eu posso sair, ir pra qualquer lugar, conhecer rostos, histórias, voar sem correntes, sequer precisar me movimentar.O pássaro azul que vive em mim é capaz de alcançar dimensões jamais imagináveis por outros, além de mim. Basta ter os combustíveis principais: criatividade e liberdade.O pássaro azul às vezes é verde, é amarelo, é vermelho, é violeta. O pássaro azul canta, chora. O pássaro azul tem coração, tem sentimentos. O pássaro azul voa todos os dias pra perto de ti. O pássaro azul tem desejos, se emociona ao te ver. Ele fica feliz e canta ao ver seus olhos, se encanta e deseja que você nunca os fechasse, só pra poder ficar admirando o brilho radiante que seus olhos têm. Pobre pássaro azul, sonhador, encantador e bobo. O pássaro azul infelizmente erra uma, duas, três, quinze vezes. Mas quem é que aprende sem errar? O pássaro azul acredita, persiste e insiste.O pássaro azul de hoje, pode ser amanhã violeta. Mas pode ter certeza que por maiores mudanças ele apresentar, seu coração sempre será o mesmo, e seu canto sempre será verdadeiro.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Entregue teu amor
Entregue teu coração a outro. Entregue sim, teu amor, tua vida, tua cumplicidade. Se entregue de corpo e alma. Mas se entregue limpo, de alma lavada, sem preconceitos, sem ódio, sem rancor. Entregue o que você tiver de melhor, seus melhores frutos, seus melhores sorrisos. Se entregue como se fosse tua ultima vida, tua ultima escolha, tua ultima oportunidade. Mas se entregue puro, sem tristeza, sem dor.
Esqueça-se das confusões, das punições, das implicações. Deixe tudo para traz. Definitivamente esqueça, desapareça, tranque e jogue a chave fora. Não adianta juntar dois corações se um permanece ainda impuro, magoado, com feridas abertas. Não adianta ser feliz, passando borracha manchada por cima. Não adianta colorir, desenhar, enfeitar o que está amassado, rasgado, rasurado.
Se entregue em branco, feito papel novinho, pronto para se moldar, rabiscar e tinturar.
Amor não se cura, não se substitui. Amor se vive, se sente e se entrega. Curar um amor com um novo amor é o mesmo que se enxugar com toalha molhada, é o mesmo que apagar com borracha borrada, é o mesmo que escrever com caneta falhada. Não importa onde esteja o amor, de onde vem o amor, por onde se sente o amor, não importa. Apenas se entregue, como se fosse teu melhor e ultimo desejo.
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