quarta-feira, 30 de maio de 2012

Adeus

Um adeus para aqueles que não se importam com as pessoas. Um adeus para você que desistiu de teus sonhos. Um adeus para você que não quis o meu amor. Um adeus para você que nunca me procurou. Um adeus pra você que desistiu de ser feliz. Um adeus para aqueles que não saltaram de pára-quedas. Um adeus para todas as guerras. Um adeus para essas músicas sem contexto. Um adeus para a futilidade, vaidade e você que não entende os meus textos. Um adeus para a pressa, e o tempo que corre. Um adeus para a minha tristeza, e toda a malvadeza que escorre. Um adeus as minhas antigas paixões e ilusões. Adeus amigos, adeus família. Adeus, todos vocês.
Vou embora deste mundo. Atrás de quem se importa, de quem não desiste dos sonhos, de quem quiser o meu amor e esse meu jeito estranho. Vou procurar ser feliz. Vou saltar de pára-quedas, fugir das feridas de uma guerra. Vou atrás de boas músicas, músicas com contexto, que possam traduzir esses meus loucos desejos. Deixar a futilidade. Sem mais agilidade. Não vou levar a tristeza, muito menos as antigas paixões. Quero é que fiquem com o meu adeus e as histórias de verões. Adeus amigos, vou ser feliz. Mas a vocês eu deixo o amor que me restou, para que possam distribuir em Lisboa, Paris e Moscou. Adeus família, vou me libertar. Mas na bagagem eu levo um pouco de vocês pra recordar. Adeus todos vocês, vou fugir daqui. Encontrar um novo amor, ser feliz e sorrir.

Amava você sem fazer nada

No primeiro encontro nós ficamos sem roupas. Sem compromisso, transamos. Em seguida, um mês de carícias. Um pouco mais adiante, começamos um romance. Era tudo bem a ver, eu e você. Ele tinha a altura ideal pra mim, nem muito alto, nem muito baixo. Um sorriso impecável, dentes completos, juntinhos e brancos. Lábios levemente carnudos e rosados. Cabelos lisos e negros, nem vazio, nem cheio. Um corpo de dar inveja não só aos homens, como as mulheres que não desfrutavam desse monumento carnal. Tinha uma pinta irresistível nas costas, um charme. Intelectual, sábio de conhecimentos. Mãos grandes, macias e fazia muito bem o que podia fazer com elas. Até nossos signos eram iguais. Aparentemente um poço de perfeição. Mas, mesmo com tantos favorecimentos, aos quatro meses eu apenas só gostava daquele rapaz tão impecável e sem igual. – Não me chame de louca, mas preciso ser sincera quanto aos meus sentimentos.
Nos víamos, saíamos, curtíamos, tínhamos os melhores momentos. Até que aos poucos eu fui me encantando. E quando notei, era tarde demais. Tarde demais eu imaginei que ele poderia ser o cara da minha vida. Se eu pudesse eu passava horas atenta as suas explicações. Passava horas ouvido o som do teu sorriso. Passava horas admirando aquela beleza que era dele e era minha. Passava horas deitada do teu lado, acariciando-o com meus dedos levemente em seu abdômen, só pra não ter que ficar longe dele em algum milésimo do dia. Passava horas sentindo aquele cheiro maravilhoso, que até suado era magnífico. Não precisava de mais nada, só de tua presença. Deitado no meu sofá, com estampas orientais, só bastava você pra me fazer feliz em uma tarde inteira. E eu babava por um ser humano dotado de positividades. Só em estar respirando, pensando, dormindo, sonhando, acordado, distante, deslocado, perto, por telefone, por imagem, por notícias, por pensamento, por aroma.  Amava você sem fazer nada.
Foi assim que fui te amando, por detalhes, por distância, por momentos. Eu realmente te amava. E mesmo se eu estiver enganada, e isso ainda não fosse realmente amor, sei que foi uma sensação próxima do que dizem ser amor.

Sinto-me envolvente

Envolvente como a música envolve o silêncio. Envolvente como um abraço envolve outro corpo. Envolvente como um cobertor envolve o que me aquece. Envolvente como o teu perfume envolve o ar. Envolvente como aquele vestido envolve ainda aquele sapato de cor fumê. Envolvente como aquela poesia envolve minhas lembranças. Envolvente como o brilho envolve o que reluz. Envolvente como a chuva envolve uma noite fria. Envolvente como palavras envolvem os meus textos. Envolvente como o sorriso envolve tua boca. Envolvente como o sol envolve as nossas férias de verão. Envolvente como o álcool envolve a embriaguez. Envolvente como o prazer envolve arrepios. Envolvente como os sonhos envolve sua criatividade. Que me envolve a você, e me faz sentir envolvida nessa explosão de envolvimentos casuais. Nos quais jamais conseguiu me envolver a esta libidinosa maneira. Esta maneira mais prazerosa e covarde de envolvimento.
Envolvimento de minha idealização com os meus desejos, desenvolvendo-se em você, transformando-se em você, caro rapaz. Rapaz de meus sonhos, de meus detalhamentos desejados. Envolvo-me a cada dia que passa nesse utopismo absurdo e redundante, e me aperfeiçôo nessa criação de um homem inexistente, capaz somente de ter vida na minha imaginação. Este homem que envolve as minhas mãos em meu próprio corpo. Que envolve os meus dedos em meus cabelos. Envolve o olfato em meu pescoço. Envolve a voz em teus sussurros. Envolve os batimentos aos meus que pulsam. Envolve a respiração a minha que sinto. Envolve a barba à minha pele, como se fosse uma realidade. Já lhe sinto homem envolvente. Homem de meus pensamentos envolve-me em meus sonhos e me leva pra me envolver com você.

Quem ama o próximo, pensa antes de começar

“A vida não para, você deve tomar suas decisões logo.” É por ela não parar que eu sou indecisa. Tenho medo que minhas ações afetem na minha próxima reencarnação. Eu acredito em vida após a morte. Quero menos contas pra pagar, quero fazer o melhor. Não quero decepcionar aqueles que conseguem ver em mim uma boa pessoa. E pra quê tomar as decisões logo? A gente toma decisões logo quando alguém precisa de socorro. Eu ainda não preciso de socorro. Meu coração está remendado, mas ainda bate. Acho que não vai ser por agora que vou precisar de um cardiologista.
“(...) sua mente é muito organizada para um mortal”, em uma conversa, um amigo me disse isso. Mas infelizmente ou felizmente, vivemos coisas que um dia servem para a nossa evolução. Por pior que as coisas pareçam ser, você sempre sai com algum lucro de tudo isso. Geralmente o lucro é: “Aprendi. Agora pensarei duas vezes antes de fazer novamente.” Por isso que minha mente é “organizada”. Não, ela não é organizada. Quando digo organizada, me refiro a pensar melhor antes de atirar a pedra. Por mais cálculos que você faça, é sempre melhor do que machucar corações. Tem uma hora que ele fica desacreditado, assim como o meu está. Ouvi promessas, e fiz da mesma, esperanças. Hoje, reconheço que não se devem dar muitas esperanças as promessas. Elas só são validas pra mim, quando se concretizam.
Tenho dúvidas sobre o que se passa na cabeça de uma pessoa que se diz te amar. Ela tem problemas mentais? Ela é bipolar? Ela ta afim de sacanear com sua cara? Ou ela simplesmente te engana, quer te magoar e esquece que assim como ela, você tem coração? Não é possível! As pessoas vivem se lamentando de amor, de tristeza, de frustrações. Onde estão aqueles que foram feitos para nós? Será possível encontrar a banda da laranja? Será que até a banda da laranja ama mais que nós humanos, e respeita os sentimentos das outras laranjas? Ainda não consegui chegar a uma conclusão.
É compreensível que a pessoa deixe de gostar da outra algum dia. Mas tem que ter uma explicação. Ninguém deixa de gostar de morangos porque simplesmente deixou de gostar. Parece que as pessoas nos ver como mercadoria. Compra, usa, usa, enjoa e joga fora pra outro reciclar. E ainda gozam da cara da pessoa. Dizem que sente pena porque a pessoa não conseguiu superar o término. Porra! Quem ama, lógico que vai se entristecer, lógico que vai sentir dor, lógico que vai chorar, sentir falta e pensar um milhão de horas seguidas sobre o porque o outro partiu sem deixar recado. Quem ama tem sentimentos e conseqüentemente não supera em uma semana. Quem ama valoriza. Quem ama pensa antes de colocar em risco o relacionamento. Quem ama, tem sensibilidade para amar o próximo. E é por amor ao próximo que pensa antes de começar um novo amor.

O autor de cada mistério

Observo o andar das pessoas em que vejo nas ruas. O olhar que elas fazem ao ver uma garota gorda, fora do padrão de beleza. Observo a reação que elas têm ao ver um cadeirante. Observo os sapatos feios, os mais belos, os mais altos, os mais baixos, os mais fechados, os mais coloridos. Observo as roupas bregas e as roupas luxuosas das madames. Observo as crianças que gritam com os pais. Observo as pessoas que falam alto no celular e as que falam baixo no celular. Observo as pessoas que param em um ponto fixo com o olhar e sonham ali, acordados. Observo cada detalhe da face humana e começo a me perguntar do porquê de existir pessoas bonitas com pais feios, ou pais bonitos com filhos feios, não acha misterioso?
Observo a vizinha com cara de irritada, resmungona, que fala alto, aparentando seu atual período da menopausa, que não gosta de cachorros, mas escuta boas músicas. Observo a menina falastrona que tem medo de falar em público. Observo o rapaz que bate nos bolsos a cada quinze minutos, só pra ter a certeza de que suas coisas estão nos bolsos. Observo a moça com cara de intelectual, que vive cheia de livros, falando que anda cansada por estudar muito, mas nunca passa em se quer um concurso há seis anos. Observo a rotina do velho que gosta de gatos e faz dos seus gatos a substituição pela dor da perda da sua amada, que ainda vive em seu coração. Observo quanto tempo a rosa abre e mostra toda a sua beleza interior, desmentindo os seus cravos que trazem dor. Observo o olhar que me dá medo, que cada gato tem, com o seu jeito arisco, independente e solitário.
Observo como as pessoas me olham e fico imaginando o porquê elas me olham. Porque me acham bonita, feia, estranha, se eu estou com o queixo sujo, se aparento ser velha, inteligente, complexada, burra, metida, desarrumada, mal educada, interessante ou talvez meiga. E se não me olham, por que não me olham? Enfim, todo esse mistério, todo esse suspense, ao mesmo tempo, por mais gritante e mudo que seja me atrai.
Acho interessantes essas pessoas que tem sua agendinha secreta, suas confidencias mentais. Preferem manter-se privado, não saem por ai contanto tudo o que fez ou deixou de fazer. O mistério e a privacidade, de certo modo andam interligados. O mistério pode ser o sobrenome daquele rapaz que se passa às vezes despercebido, pois ele não faz questão de mostrar pra a sociedade quem ele é, o que ele faz, quem ele come quando está solteiro, quem ele se relacionou à duas semanas atrás. Ele prefere manter a privacidade, o anonimato. Ele evita as causas, as polêmicas, ele quer se trancar no seu apartamento bolha, beber seu vinho caro e comprar novas gravatas, usar perfumes caros que não seja nem tão forte, nem tão fraco, ele usa o cabelo bem arrumado, joga vídeo-game nas horas vagas, separa suas cuecas por cor, livros por espessuras das capas, e exala intelectualidade. Além de misterioso, sua preferência é por mulheres misteriosas também. O que ele faria se ele comesse uma mulher que usa roupas extravagantes, falasse “pobrema” ao invés de problema, e usasse decotes excessivos? Pra onde iria todo o seu anonimato e privacidade?
O mistério. É isso o que causa na cabeça das pessoas. Ele alfineta a imaginação de cada um, faz descrever a vida daqueles que você apenas dá um “bom dia” sem graça (só pra não se passar de mal educado), com hálito de creme dental. Ele limita e delimita, ele cria identidade, ele é secreto, ele cala a boca, ele abre a boca, ele é oculto. Ele desvenda elementos que você não tem conhecimentos, ele conta, ele dá nomes e sobrenomes, ele fofoca, ele revela, ele da existência a protagonistas e antagonistas, ele cria a história que você não vive, mas que você imagina. Assim como a vida do cara intelectual. O mistério tem vários roteiros, basta ver a história do pensamento de cada autor.

Me ensina a deixar de ser menina

Até hoje a vida me ensina. Ela me ensina a não ser mais uma menina. Meus modos não são como eram antes. Minha feição vem envelhecendo, minha sabedoria vem se aprimorando, meu amor por ti vem se apagando. Hoje pouco existe de você em mim, aquele homem que você dizia ser, mora em um apagado consciente, que eu fiz de tudo pra esquecer. Seu charme, seu olhar, sua voz, não me faz mais arrepiar. O seu numero da minha agenda fiz questão de apagar. Suas lembranças não me valem mais recordar. O que tu achas afinal? Só porque é bonito, popular e tem potencial? Seu amor eu deixo para quem você escolheu. Meus carinhos e proteção, você nunca mereceu.  Eu poderia te dizer um “foda-se” bem gostoso, mas até um palavrão pra você pode lhe parecer afetuoso. Meus textos infelizmente sempre lhe têm um pedaço, por mais que você já esteja em outros braços. Gostaria que o apagado consciente fosse verdadeiro, mas eu ainda minto pra mim sobre isso o dia inteiro. Suas garotas não são iguais a mim, meus pensamentos são de dores sem fim. Elas pensam que te tem, mal sabem coitadas que na manhã seguinte você não mais se lembra de ninguém.  Sua sedução barata não passa das mais vagabundas, devem ter o mesmo valor que aquelas bananas da feirante sem bunda. Você abusou e esmiuçou os meus sentimentos, como se na sua vida eu fosse um tormento. Mas a vida ainda me ensina, ela vai me ajudar a deixar de ser menina. Mas a vida ainda me ensina, suas lembranças serão amassadas que nem uma velha cartolina.

Deixa o cálculo fluir

“- Sem querer me meter, mas já me metendo, nunca espere demais. A vida não para, você deve tomar suas decisões logo.”
Foi assim. Foi com essas palavras que um amigo mexeu com meus pensamentos.
Estou meio pensativa, mais do que o meu normal. Tiro conclusões, depois retiro as conclusões, ta uma bagunça, ta uma organização, ta uma preocupação, ta uma indecisão, ta tudo, menos a decisão.
Ando meio estranha quando preciso tomar decisões, fico conversando a todo o tempo com meus pensamentos. E não sei se é correto eu tomar a decisão de uma vez, ou ir deixando. Deixando fluir, deixando o tempo e o futuro responder, deixando nos braços de um momento que responda a decisão, deixando pro beijo que não precisa ser premeditado, deixando encarregado pelo amor que pode ser vivido, deixando de lado o medo, deixando de lado as conseqüências, deixando de lado as opiniões, deixando de ser feliz, deixando. Atualmente outra coisa que eu venho deixando, é a aflição tomar conta de mim e minha aflição é bem bandida. Me deixa em uma crise interna, uma crise comigo mesma, uma crise de pensamentos e dúvidas, uma crise banal, mas uma crise que anda convivendo comigo, muito mais que meu travesseiro. Em falar em meu travesseiro, faz tempo que não o vejo antes da meia noite. Culpa minha? Talvez sim. Culpa da crise? Bem provável. Insônia seria a real meliante por isso? Quem sabe...
A vontade de dizer sim é tão grande que o medo de dizer. É que eu prefiro que as decisões surjam com mais segurança. Por mais grosseira que eu possa ser, eu tenho medo de machucar os outros, assim como tenho medo de me machucar. Penso no que é mais valioso, penso no que vale mais a pena, penso nos prós, nos contras, penso como seria o final. Por mais que eu aceite melhor que outras pessoas os finais tristes de um filme, porém, não me agrada finais tristes do meu filme. Já fui protagonista de muitos finais tristes. Não queria mais um. É um calculo confuso, fora de toda a inteligência matemática. E acho que é por esse motivo que eu tenho deixado as coisas caminharem. Porque eu não gosto do que é premeditado, não gosto mesmo. Eu não gosto de motéis, eu não gosto de indiretas pra pedidos de namoro, eu não gosto que me diga quando vão me presentear, eu não gosto de histórias com os mesmos finais, eu não gosto das mesmas palavras, eu não gosto dos mesmos roteiros, eu não gosto de escolher no dia anterior a roupa em que vou sair. Gosto do surpreendente, gosto das surpresas. E resultado de cálculos complicados, geralmente são surpreendentes.  E é por eu gostar do que não se espera, vou deixando as coisas fluírem.

Falta alguma coisa

São três e trinta e sete da madrugada. Eu já deveria estar dormindo há horas, mas a insônia não deixa. Minto. É essa minha terrível teimosia e mau costume de dormir tarde. Passo a madrugada lendo textos que me façam sentir mais culta. Leio blogs; leio poesias; contos; histórias que sirvam talvez de consolo a minha vida pessoal. Minha mãe já acordou e fez a urina da madrugada, geralmente ela sempre acorda as três e pouca pra urinar. E todo dia ela me encontra aqui, com os olhos fixos a essa pequena janela eletrônica que me leva a outros mundos.
Por uns tempos andei pensando em publicar textos; livros; poemas; acho que reconheci meu dom de escrever. E ando aprimorando esse meu suposto dom. Eu sempre desempenhei bem qualquer coisa que eu começasse a fazer. Mas acho que escrever eu me desempenho muito bem (tem esse diferencial). Meus amigos, os poucos que já tiveram acesso a algum texto meu, sempre elogiaram. O problema é que eu me cobro muito, sempre vou em busca da perfeição inexistente. Pra mim, nunca, ou quase nunca ta legal. Sempre sinto um aroma de “ta faltando alguma coisa”.
Eu bem que poderia ser menos complexada, eu bem que poderia ser mais extrovertida. Acho que às vezes sou séria demais e fria demais. Me passo como metida pelos outros. Deve ser por isso, a minha seriedade. Mas não faço por mal, eu simplesmente não consigo mostrar o que não sinto, o que não sou e o que não desejo. Não sei por que eu escrevi esse texto, mas acho que ele vai pra coleção de minhas lamurias. Lamurias... Acho que também sou bem dramática. Meus poemas são dramáticos, gosto de filmes com finais dramáticos, com mortes, tristezas. Acho que sou um pouco diferente do normal. Será eu uma psicopata? Qual o psicólogo mais próximo daqui?

Demasia sexual

Vem! Me pega com jeito, aperta minhas coxas, me chupa de novo, me joga de lado, me puxa ofegado e me traz a adrenalina fatal. Já posso sentir meu colo molhado, seu corpo colado, seu jeito selvagem de tratar uma mulher. O silêncio da respiração, o barulho da inquietação, me faz arrepiar, quero sentir essa sensação. Seus músculos suados, seu abdômen sarado, meu coração acelerado, me faz pedir mais. O momento gostoso, a ligação sexual, o clima animal, me dá prazer genial. Minhas unhas em tuas costas arranham, feito gato sem manha, meu pescoço marcado, chupado, ainda pode gerar polêmicas tamanhas. Essa transa magnífica, detalhada por lembranças, nem a química, nem a física poderia esclarecer. O teu gozo molhado, o meu gemido incontrolável, deixou minha cama bagunçada e momentos anestésicos de prazer. Aquele clima só nosso, aquele cheiro só seu, aquela cor só minha, termina em nudez. Aquele vento entre nós que seca cada gota de suor, mistura com a olência da nossa relação. Os batimentos desacelerados, os pensamentos inapropriados, o desejo saciado, os hormônios relaxados, o clima equilibrado, dormir agora seria o mais apropriado.

Esperando a chuva passar

Eu observo como as gotas caem, e o barulho gostoso que ela me traz. Calma e serena, completa uma linda cena. O casal debaixo do guarda-chuva namorando, e eu aqui de cima, na janela observando. Tenho andado tão sozinha, que às vezes a chuva me serve de companhia. Ao menos ela me soa um barulho bom, e evito você ao meu lado, brincando com o meu moletom. A solidão pode ser um pouco triste, mas faz bem pros meus pensamentos e enxergo quais ideias nele consiste. As gotas ainda insistem em cair, o casal ainda namora, e eu vou ficando aqui mesmo, na minha janela, esperando a chuva ir embora.