São três e trinta e sete da madrugada. Eu já deveria estar dormindo há horas, mas a insônia não deixa. Minto. É essa minha terrível teimosia e mau costume de dormir tarde. Passo a madrugada lendo textos que me façam sentir mais culta. Leio blogs; leio poesias; contos; histórias que sirvam talvez de consolo a minha vida pessoal. Minha mãe já acordou e fez a urina da madrugada, geralmente ela sempre acorda as três e pouca pra urinar. E todo dia ela me encontra aqui, com os olhos fixos a essa pequena janela eletrônica que me leva a outros mundos.
Por uns tempos andei pensando em publicar textos; livros; poemas; acho que reconheci meu dom de escrever. E ando aprimorando esse meu suposto dom. Eu sempre desempenhei bem qualquer coisa que eu começasse a fazer. Mas acho que escrever eu me desempenho muito bem (tem esse diferencial). Meus amigos, os poucos que já tiveram acesso a algum texto meu, sempre elogiaram. O problema é que eu me cobro muito, sempre vou em busca da perfeição inexistente. Pra mim, nunca, ou quase nunca ta legal. Sempre sinto um aroma de “ta faltando alguma coisa”.
Eu bem que poderia ser menos complexada, eu bem que poderia ser mais extrovertida. Acho que às vezes sou séria demais e fria demais. Me passo como metida pelos outros. Deve ser por isso, a minha seriedade. Mas não faço por mal, eu simplesmente não consigo mostrar o que não sinto, o que não sou e o que não desejo. Não sei por que eu escrevi esse texto, mas acho que ele vai pra coleção de minhas lamurias. Lamurias... Acho que também sou bem dramática. Meus poemas são dramáticos, gosto de filmes com finais dramáticos, com mortes, tristezas. Acho que sou um pouco diferente do normal. Será eu uma psicopata? Qual o psicólogo mais próximo daqui?