quinta-feira, 7 de junho de 2012

Acho que perdi meu controle

Descontrolada parece ser a palavra que tem me definido melhor. Acho que perdi o controle de meus planos, de meus pensamentos, de minhas palavras, de minhas atitudes, de minha vida. Minha cabeça está um pouco conturbada. Penso setenta e duas vezes no mesmo pensamento, não consigo nem mudar o canal dessa sentença. Por mais que eu bata contra a mão o controle, ou minha própria cabeça, isso parece não ser eficaz.
Penso em esquecer o que me tormenta, mas quando tento esquecer o que me tormenta, lembro que pensei no que tormenta pra esquecer. Logo, penso no que me tormenta novamente. É confuso pra mim, assim como deve estar sendo confuso pra você entender o que me tormenta. Parece não existir algo que me ajude. Músicas, filmes, conversas, bebidas, leituras, reflexões, ioga, meditação, livros de auto-ajuda... Nenhumas dessas coisas parecem ser suficientes pra preencher meus canais ultimamente (mas só parece).
Mas o que me tormenta? Nada. Simplesmente nada. E é isso que me tormenta. Eu não consigo pensar em nada, está meio vazio, chega soa eco em minha mente. Isso me incomoda drasticamente. É muita monotonia, mesmos assuntos, mesmas discussões sem uma concordância final, religião e futebol, nem se fala. Mesmas notícias nos jornais, mesmos programas com os mesmos quadros. E as mesmas mulheres fazendo propagandas de suas bundas e seios de borracha, na intenção de trazer audiência pra emissora. Mesmas greves, mesmos políticos corruptos, mesmas piadas sem graças. Eca! Cansei disso. Ta tudo um nada. Uma bela bosta. Um saco vazio sem informações.
E você pode estar me chamando de louca varrida neste momento. Pois me chame até de louca catada. Eu sou louca mesmo. É que as coisas uma hora cansam. E aproveitando que meu controle anda perdido, gostaria de lhe oferecer um conselho um pouco que ousado: – Tira o rabo da cadeira, do sofá, de onde seja, e vá contemplar sua mente com coisas mais produtivas, ao invés de ser hipnotizado pelas mesmas informações banais todos os dias. Bom, se é que uma bunda gigante plastificada possa ser chamar de informação.
E enquanto eu não criar um novo botão no meu controle virtual pra clarear o meu tormento, eu vou ficar assim, atormentada.