O céu não estava tão azul assim, o sol não brilhava tanto e o dinheiro não era muito. Mas nada disso se compara com um dia colorido, quente e rico, feito por nós dois.
Fomos à nossa velha lanchonete, comer o nosso velho pedido, pra matar a saudades dos nossos velhos tempos. Passava-se um filme em nossa cabeça. Ficamos lembrando e relembrando detalhes de nossos momentos vividos ali há um tempo, várias vezes. Por mais simples que fosse, era o lugar mais aconchegante e romântico para nós. Só faltava chover e meu guarda-chuva ter goteiras, pra ficar mais característico. Seria tão nós. Trocamos alguns carinhos fofos, alguns beijos tímidos e risos constantes.
Depois disso, viemos aqui pra casa assistir um filme. Arrastamos o sofá pra ficar mais próximo da TV e nos entupimos de mais guloseimas. É tão bom me entupir de guloseimas com você. Me sinto uma criança. E como sem culpa de engordar. Engordar, só se for de amor.
Ficamos coladinhos, trocamos mais carinhos. Era tudo tão doce quanto à torta que comemos. Eu não queria que acabasse nunca esse momento. Que o dia não terminasse. Nossa felicidade prolongasse. O tempo parasse. Só pra a gente ficar juntinhos, olhando um pro outro e rindo de qualquer besteira. Não troco nada por esses momentos com você, e não quero nunca poder dizer que sinto falta de tudo isso. Falem o que quiser, mas nosso amor poderia durar a cada novo amanhecer.