Formadas por unhas, dedos, peles, rugas, traços, digitais, formam-se as mãos. Uma mão pode ser bem reveladora, ela transparece a sua idade, por mais que você queira camuflar essa informação. Pois a mão é o sinal de velhice, de juventude. Ela envelhece antes que você possa imaginar. Não adiantam “ir contra a mão”, mãos são rebeldes, impulsivas, curiosas. Mãos têm vontade de tocar, de sentir. E em quatro paredes, elas querem conhecer todo o caminho de um corpo. Mãos são habilidosas, são quentes, são frias.
As mãos que batem, são as mesmas que cuidam. As mãos que apontam, são as mesmas que pintam. As mãos velhas, são as mesmas que hoje estão cansadas. As mãos enfeitadas, são as mesmas criativas.
Mãos podem ser pequenas, grandes, macias, grossas. Mãos podem ser diferentes, podem ser iguais. As mãos são tão denunciadoras que podem comprovar aquele ato cometido, seu grau de higiene, sua vaidade, seu comodismo. Ela também pode comprovar as marcas de uma vida sofrida, a história de traços familiares, de acidentes acontecidos.
Mãos são assim, abertas ou fechadas, quentes ou frias, pequenas ou grandes, mãos são indiscretas, são verdadeiras, são pegadoras.